Camélia, Camellia japonica ‘Eugénia de Montijo’.
O genero Camellia L. foi dedicado por Linneu á memoria de Jorge José Camellius ou Kamel, jesuita moravio que viajou pela China e Japão, e escreveu a historia das plantas da Ilha Luzon, uma das Philippinas, inserida no terceiro volume da “Historia Plantarum” de John Ray.
Este genero pertence á familia das TernstroemiaceasHoje, Theaceae. e comprehende cerca de 16 especies, originarias da Asia tropical e subtropical, China e Japão.
As innumeras variedades ou raças que hoje se cultivam descendem principalmente da Camellia Japonica L., originaria da China e Japão. Vulgarmente dá-se a esta planta o nome de Rosa do Japão e Camellia.
Existem aproximadamente umas 130 variedades ou raças de Camellias portuguezas obtidas por semente, a maior parte no Porto.
Difficil é dizer qual o numero de variedades de Camellias que se cultivam em Portugal. O estabelecimento horticola do paiz que possue a maior collecção é a Real Companhia Horticolo-Agricola e essa cultiva no seu horto aproximadamente umas 632 variedades estrangeiras e nacionaes.
Além das variedades ou raças da Camellia japonica L., cultiva-se a Camellia reticulata Lindl., da qual existe uma fórma com flôres dobradas, C. euryoides Lindl., C. oleifera Abel, C. drupifera Lour., C. sasanqua Thunb., C. lanceolata Seem., e C. rosaeflora Hook., porém a não ser a C. reticulata Lindl. e sua variedade cultivam-se em pequena escala por as suas flôres não apresentarem grande belleza.
A Camellia Thea Link, cultiva-se em larga escala em certas regiões do globo, pois, como é sabido, é a planta de cujas folhas se fabríca o chá.
—Adolpho Frederico Moller, Jornal de Agricultura e Horticultura Prática, Porto, 1894






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