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	<title>Jardinagem.org &#187; Os bons frutos e hortícolas</title>
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	<description>Um jornal de horticultura prática</description>
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		<title>Pêra Marques&#160;Loureiro</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 03:15:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Número 1]]></category>
		<category><![CDATA[Os bons frutos e hortícolas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 1]]></category>
		<category><![CDATA[pera marques loureiro]]></category>
		<category><![CDATA[real companhia horticolo-agricola portuense]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos quantos sentem vibrar a alma em fremitos de enthusiasmo ante uma flôr explendida ou um vegetal de formas raras, se embriagam com o perfume suavissimo das mais bellas filhas dos tropicos e deliciam o paladar com os mais finos e saborosos fructos, deviam erguer uma estatua d&#8217;ouro a José Marques Loureiro, o mais notavel [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos quantos sentem vibrar a alma em fremitos de enthusiasmo ante uma flôr explendida ou um vegetal de formas raras, se embriagam com o perfume suavissimo das mais bellas filhas dos tropicos e deliciam o paladar com os mais finos e saborosos fructos, deviam erguer uma estatua d&#8217;ouro a José Marques Loureiro, o mais notavel horticultor portuguez, a quem podem afoutamente dizer que devem tudo quanto faz a alegria dos jardins e a riqueza e opulencia das hortas e dos pomares. Com uma pertinancia admiravel, enthusiasta e infatigavelmente, em um honrado labutar de trinta annos, Marques Loureiro enriqueceu o paiz com o que de melhor e mais precioso havia no estrangeiro em plantas bôas e vegetaes raros, á custa, muitas vezes de sacrificios enormes, de largos e incomprehendidos dissabores.<br />
<span id="more-8"></span><br />
Marques Loureiro nunca foi um negociante na verdadeira e interesseira accepção da palavra, mas sim um apaixonado sincero por todas as maravilhosas riquezas do mundo vegetal, as suas delicias de outr&#8217;ora, os seus amores d&#8217;hoje e de sempre.</p>
<div class="pic six inset solo">
<img src="/thumb.php?src=2009/01/pera-marques-loureiro.jpg&amp;x=460&amp;q=80" alt="Pera Marques Loureiro."/>
</div>
<p>Por mais de uma vez se recusou a vender por bom preço plantas raras a que ligava particular estima, vendo-se ainda hoje nas opulentas estufas da Companhia Horticolo-Agricola, successora do Horto Loureiro, um valiosissimo <em>Neottopteris nidus avis</em>, que o finado rei D. Luiz a todo o custo quiz comprar, e que Marques Loureiro não vendeu ao monarcha, dizendo que se o rei tinha prazer em possuir o explenduroso feto, tambem com elle Marques Loureiro, se dava o mesmo e por isso não o cedia por preço algum.<br />
Isto pinta fielmente Marques Loureiro, cavalheiroso e honrado como poucos, e que hoje deve estar ufano e alegre por vêr a pomologia portugueza opulentada com mais um fructo novo devido ao trabalho e aos esforços do grande horticultor portuguez, a Pera Marques Loureiro (Fig.) assim justa e dignamente baptisada por o snr. Jeronymo Monteiro da Costa, que se refere da seguinte fórma ao novo e precioso fructo:</p>
<blockquote><p>«As novas variedades só se podem obter por meio da sementeira, cercando as novas plantas de uma série de cuidados, e collocando-as, por assim dizer, em um meio artificial, de modo a contrariar as tendencias da natureza para a reversão ao typo primitivo.<br />
É isto o que tem feito lá fóra os grandes pomologistas para obterem as variedades de fructos que hoje se encontram nos mercados, algumas d&#8217;ellas tão geralmente apreciadas.<br />
Para se conseguir, porém bom resultado e necessario um trabalho constante durante muitos annos, e a maior parte das vezes, ao fim de longas fadigas, o horticultor encontra apenas uma desillusão: o novo vegetal não apresenta as qualidades almejadas, e quando muito é bom para servir de cavallo, mas, se porventura, uma só das plantas preenche as suas justas aspirações, se reune qualidades que a tornem apreciada, constituindo uma variedade nova, não é facil tambem imaginar-se a satisfação do horticultor por vêr coroado de bom exito o seu trabalho e por ler contribuido para augmentar o numero das boas variedades.<br />
Esta satisfação acaba de ter o nosso notavel horticultor o snr. José Marques Loureiro, que, no fim de 12 annos de trabalho e cuidados, conseguiu vêr fructificar em 1892 uma pereira que tinha sido semeada em 1880 e cujos fructos magnificos, reuniam as qualidades de uma variedode de primeira ordem.<br />
A semente que a produziu era proveniente da Pera de Congrès Pomologique.<br />
A nova variedade, a que se deu o nome de Pera Marques Loureiro, em homenagem ao seu obtentor, foi lançada este anno pela primeira vez no mercado pela Companhia Horticolo-Agricola, hoje proprietaria do antigo Horto Loureiro.<br />
A Pera Marques Loureiro é um fructo de tamanho regular, acima do mediano, de fórma turbinado-arredondada; pedunculo comprido, delgado, recurvo e implantodo em uma cavidade pouco profunda; pelle lisa, amarellada. A sua polpa e branca amarellada, finissima e completamente isenta de pedras até á pevide, muito fundente, succosa, amanteigada, assucarada e dotada de perfume muito agradavel. Finalmente, é uma pera de primeira qualidade, que se recommenda a todos os amadores de bons fructos.<br />
Amadurece em Setembro, e a arvore é vigorosa e muito fertil.»</p></blockquote>
<p>A Marques Loureiro as nossas felicitações sinceras pela sua preciosa obtenção, sem duvida alguma a mais valiosa da resumida pomologia nacional.</p>
<ol>Estou muito interessado em saber se este fruto ainda existe hoje. Agradeço qualquer informação.</ol>
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		<title>O&#160;agrião</title>
		<link>http://www.jardinagem.org/2009/01/o-agriao/</link>
		<comments>http://www.jardinagem.org/2009/01/o-agriao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2009 02:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Número 1]]></category>
		<category><![CDATA[Os bons frutos e hortícolas]]></category>
		<category><![CDATA[Plantas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 1]]></category>
		<category><![CDATA[agrião]]></category>
		<category><![CDATA[jornal horticolo-agricola]]></category>
		<category><![CDATA[nasturium officinale]]></category>

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		<description><![CDATA[

Nasturium officinale Flora von Deutschland Österreich und der Schweiz (1885)

O agrião é a melhor e mais sadia de todas as hortaliças; pode-se empregar indiferentemente tanto em salado como cozinhado. Presta-se muito bem tanto para as sopas gordas como para as magras, às quais dá bom gosto. O agrião é facilmente suportado pelos estomagos mais delicados.
Preparado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="pic three right inset">
<img src="/thumb.php?src=2009/01/nasturium-officinale.jpg&amp;x=220&amp;q=80" alt="Nasturium officinale."/></p>
<p><em>Nasturium officinale</em> <a href="http://caliban.mpiz-koeln.mpg.de/~stueber/thome/index.html">Flora von Deutschland Österreich und der Schweiz (1885)</a></p>
</div>
<blockquote><p>O agrião é a melhor e mais sadia de todas as hortaliças; pode-se empregar indiferentemente tanto em salado como cozinhado. Presta-se muito bem tanto para as sopas gordas como para as magras, às quais dá bom gosto. O agrião é facilmente suportado pelos estomagos mais delicados.<br />
Preparado como os espinafres, substitui estes com vantagem, pois não é como eles indegesto e além disso, é depurativo.<br />
Toda a dona de casa, a bem da saúde, deve todos os dias juntar dois pequenos molhos de agriões às outras hortaliças, na preparação das sopas ou esparregados.<br />
O uso habitual dos agriões restitui a saúde dos valetudinários.
</p></blockquote>
<p>—Jornal Horticolo-Agricola, Porto, Fevereiro 1905</p>
<h3>Recursos em linha</h3>
<p><a href="http://www.nutritiondata.com/facts/vegetables-and-vegetable-products/2437/2">Agrião no site Nutrition Data</a></p>
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		<title>Tomate arbóreo, Cyphomandra betacea&#160;(Solanaceae)</title>
		<link>http://www.jardinagem.org/2009/01/tomate-arboreo-cyphomandra-betacea-solanaceae/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 00:46:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Rui Fernandes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Número 1]]></category>
		<category><![CDATA[Os bons frutos e hortícolas]]></category>
		<category><![CDATA[Volume 1]]></category>
		<category><![CDATA[cyphomandra betacea]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[solanaceae]]></category>

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		<description><![CDATA[

Tomates arbóreos praticamente maduros em Novembro.

É um arbusto grande ou pequena árvore, com folhas entre o oval e a forma de coração, de cor verde média a escura e que podem atingir cerca de 30cm. Durante a Primavera e o Verão, exibe flores em forma de estrela ou taça, brancas ou rosa-pálido, com cerca de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="pic nine right inset">
<img src="/thumb.php?src=2009/01/101107-1128.jpg&amp;x=700&amp;q=75" alt="Tomates arbóreos praticamente maduros."/></p>
<p>Tomates arbóreos praticamente maduros em Novembro.</p>
</div>
<p>É um arbusto grande ou pequena árvore, com folhas entre o oval e a forma de coração, de cor verde média a escura e que podem atingir cerca de 30cm. Durante a Primavera e o Verão, exibe flores em forma de estrela ou taça, brancas ou rosa-pálido, com cerca de 2,5cm de largura, que mais tarde se tornam em cachos com frutos elipsoidais, entre o cor-de-tijolo a vermelho escuro alaranjado.<br />
sin. <em>C. crassicaulis</em>.<br />
<span id="more-27"></span></p>
<h3>Cultivo</h3>
<p>É uma árvore suficientemente pequena e bonita para ficar bem em qualquer jardim. Ao Sol, em solo bem drenado e protegida dos ventos, as suas raízes superficiais não aguentam grandes rajadas. Também por esse motivo, sachar para retirar daninhas é aceitável, mas usar um moto-cultivador para revolver a terra, não.</p>
<h3>Doenças</h3>
<p>Habitualmente sem problemas, no entanto pode ser atacado por afídios verdes e míldio. No interior pode ser atacado pela mosca branca.</p>
<h3>Colheita</h3>
<p>Os tamarilhos devem ser colhidos bem maduros. Um movimento rotativo da mão deve soltar o fruto, deixando a haste na árvore. Podem ser conservados até 10 semanas no frigorífico.</p>
<h3>Utilizações</h3>
<p>O <a href="http://www.sargacal.com/?p=560">pequeno texto</a> sobre o tomate arbóreo no blogue Quinta do Sargaçal, é dos que atrai mais visitantes há mais tempo. Nos extensos comentários, estão várias sugestões para a utilização deste fruto, que entre outras, resumo aqui.<br />
Para todas as utilizações excepto comer crús às colheres, a pele deve ser retirada, deitando-se água a ferver sobre os frutos e removendo-se a pele passados quatro minutos.</p>
<ul>
<li>Em salada ou como acompanhamento de peixe assado ou frito.</li>
<li>Em estufados, como substituto do tomate, mas podem ser necessárias várias tentativas até se acertar.</li>
<li>Frescos, à colherada, como os maracujás.</li>
<li>Frescos com sal.</li>
<li>Fritos.</li>
<li>Com gelado de baunilha.</li>
<li>Em sumo, retirando a casca a dois tomates para bater com açúcar (a gosto) e um litro e meio de água.</li>
<li>Compota, 1Kg de fruto para 600g de açúcar.</li>
</ul>
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