Etiqueta: outono

Ciclamen-da-Cilicia, Cyclamen cilicium

O Cyclamen cilicium é originário da região da Cilicia no sudoeste da Turquia. Floresce no Outono em vários tons de branco e rosa, mantendo uma folhagem atraente durante o Inverno. Recebeu o Award of Garden Merit da RHS.

Cultivo

São bastante tolerantes com o tipo de solo e não se preocupam demasiado com o PH, apesar de preferirem solos ligeiramente alcalinos, sendo importante assegurar uma boa drenagem. Sendo tolerantes à competição de raízes, crescem bem na base e por baixo da copa das árvores.

Sementeira

Os Ciclamens na sua forma comercial adquirem-se habitualmente na forma de tubérculos, mas também se podem adquirir sementes.
Para uma germinação consistente é importante obter sementes frescas, nalgumas espécies é essencial e devem ser semeadas mal estejam maduras, ou seja imediatamente antes da cápsula abrir. É benéfico mergulhar as sementes em água morna e deixá-las em água 24h. Sendo plantas que habitam debaixo de árvores de folha caduca, é bom de compreender que a luz é inibidora da germinação. Alguns especialistas defendem que é necessária escuridão total e outros dizem que basta um local muito sombrio. Eu diria que prefiro a escuridão total, que é o que melhor simula o tapete de folhas de Outono que cai sobre os Ciclamens.
As sementes colocadas na superfície do substrato, espaçadas 2cm entre elas e cobertas com 5 a 7mm de gravilha fina ou vermiculite. A germinação pode demorar de 30 a 60 dias e uma vez que as plântulas apareçam devem ser mudadas para um local com luz. As folhas desenvolvem-se a partir de um pequeno tubérculo e depois de se terem formado duas ou três, as plantas estão prontas para passarem para vasos individuais.

J F M A M J J A S O N D
Semear Semear Floração Floração

Pestes e doenças

Por cá, apenas os ratos podem ser um problema.

Links de interesse

The Cyclamen Society

Cyclamen coum

O Cyclamen coum ou “Violeta-da-pérsia” (apesar de não ser uma violeta) é originário da região do mediterrâneo oriental, onde cresce em florestas sombrias. De aspecto delicado floresce cedo e não exige grande manutenção. Recebeu o Award of Garden Merit da RHS.

Cultivo

São bastante tolerantes com o tipo de solo e não se preocupam demasiado com o PH, apesar de preferirem solos ligeiramente alcalinos, sendo importante assegurar uma boa drenagem. Sendo tolerantes à competição de raízes, crescem bem na base e por baixo da copa das árvores.

Sementeira

Os Ciclamens na sua forma comercial adquirem-se habitualmente na forma de tubérculos, mas também se podem adquirir sementes.
Para uma germinação consistente é importante obter sementes frescas, nalgumas espécies é essencial e devem ser semeadas mal estejam maduras, ou seja imediatamente antes da cápsula abrir. É benéfico mergulhar as sementes em água morna e deixá-las em água 24h. Sendo plantas que habitam debaixo de árvores de folha caduca, é bom de compreender que a luz é inibidora da germinação. Alguns especialistas defendem que é necessária escuridão total e outros dizem que basta um local muito sombrio. Eu diria que prefiro a escuridão total, que é o que melhor simula o tapete de folhas de Outono que cai sobre os Ciclamens.
As sementes colocadas na superfície do substrato, espaçadas 2cm entre elas e cobertas com 5 a 7mm de gravilha fina ou vermiculite. A germinação pode demorar de 30 a 60 dias e uma vez que as plântulas apareçam devem ser mudadas para um local com luz. As folhas desenvolvem-se a partir de um pequeno tubérculo e depois de se terem formado duas ou três, as plantas estão prontas para passarem para vasos individuais.

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Semear Semear Floração Floração

Pestes e doenças

Por cá, apenas os ratos podem ser um problema.

Links de interesse

The Cyclamen Society
Cyclamen coum: How to grow (The Telegraph)

Cornus nuttallii × Cornus florida ‘Eddie’s White Wonder’

Trata-se de uma magnífica pequena árvore que exibe uma profusão de grandes flores brancas e fragantes, que aparecem antes da folhagem, no início da Primavera. É um híbrido de Cornus nuttallii (originário do Noroeste do Pacífico) e Cornus florida (nativo do leste da América do Norte) conseguido no Canadá por Henry Matheson Eddie1 (1881-1953) em 1945. Perderam-se praticamente todas as plântulas devido a uma cheia no Fraser Valley em 1947, mas um dos melhores espécimes tinha ido para Richmond e foi desse exemplar que foram reproduzidos todos os Cornus ‘Eddie’s White Wonder’. O exemplar mais antigo conhecido data de 1951.
Depois da floração desenvolvem-se uns frutos de cor laranja avermelhada, apreciados por várias espécies de pássaros. Como se não bastasse, no Outono as folhas tornam-se cor-de-laranja, vermelhas e púrpura para uma última e espectacular exibição. Previsivelmente, exibe também o Award of Garden Merit da RHS.

Cultivo

As plantas que lhe deram origem, no seu habitat natural vivem à sombra de árvores maiores, em matas e bosques. A Cornus ‘Eddie’s White Wonder’ está melhor ao Sol ou sombra parcial.
Podar interfere com a estrutura distinta desta árvore2 e deve ser estritamente limitada à remoção de ramos mortos ou cruzados, pouco mais.
A floração está de certa forma dependente do Verão da época anterior. Um verão quente e longo trará uma Primavera de grande floração. Da mesma forma, um Verão frio e curto, tornará a floração seguinte esporádica e fraca.

J F M A M J J A S O N D
Podar Floração Floração

Doenças

Antracnose.

Hábito Caducifólia
Cor na Primavera Flores brancas
Cor no Outono Folhas cor-de laranja, vermelhas e púrpuras
Fragante Sim
Altura 8m (em 25 anos ou mais)
Largura 6m (em 25 anos ou mais)
Exposição Sol ou sombra parcial
Água Solo húmido
Solo Barrento ou arenoso
PH do solo Altamente ácido a neutro
Longevidade 80 anos

Links de interesse

Plant of the Centenary (RHS)
As plantas do centenário em imagens (The Guardian)
Chelsea Flower Show

  1. Também responsável por ter conseguido o Cornus nuttallii ‘Gold Spot’ []
  2. Na verdade, a poda das árvores ornamentais interfere com a estrutura de praticamente todas as árvores e deve ser reduzida ao mínimo. []

Uma longa época de gladíolos floridos

Gladíolo

O gladíolo é essencialmente uma flor de corte para decoração em casa, embora existam várias variedades que possam ser utilizadas com bom efeito no jardim. Num arranjo redondo de rosas, peónias ou dálias, os gladíolos darão beleza com os seus longos caules e flores elegantes.
Torna-se importante conseguir ter gladíolos para cortar durante um longo período, todo o Verão e até parte do Outono. Há pelo menos três formas de o conseguir.
O primeiro método de plantações sucessivas é muito utilizado também na horta. Pode-se utilizar a mesma variedade ou várias, começando no início da Primavera e continuando semanalmente ou de dez em dez dias, até ao início do Verão.
Um outro método, também utilizado na horta, é utilizar variedades de floração em épocas diferentes. Variedades que florescem cedo, cedo na meia-estação, tarde na meia-estação, tarde e muito tarde. Existem cerca de 12.000 variedades de gladíolos, mas muito menos disponíveis para o jardim. Este método oferece dificuldades de aplicação no nosso país, porque não só existe pouca informação sobre a época de floração, como a quantidade de variedades disponível é diminuta. Mesmo assim, podem-se conseguir bons resultados com alguma sorte, tentando encontrar umas 25 variedades no mínimo. Com algumas notas, pode-se melhorar muito os resultados da época seguinte.
Por fim, um método pouco conhecido pelo horticultor amador, mas que sempre foi utilizado pelos viveiristas profissionais de gladíolos. Consiste simplesmente em plantar bolbos de vários tamanhos de uma determinada variedade.
Os profissionais reconhecem três tamanhos de bolbos: Nº. 1 bolbos com 4cm ou mais de diâmetro; Nº. 2 bolbos com 3cm ou mais; Nº. 3 bolbos com 2,5cm ou mais; Nº. 4 bolbos com 2cm ou mais; Nº. 5 bolbos com 1,5cm ou mais; Nº. 6 bolbos de 0,6cm ou mais. Por vezes bolbos menores que os Nº. 6, são chamados Nº. 7 e os que não serão maiores que uma ervilha, bolbilhos.
Estes bolbos de diferentes calibres são plantados todos ao mesmo tempo, os maiores serão os primeiros a florir, o segundo tamanho talvez uma semana ou dez dias depois e assim sucessivamente até ao tamanho menor. Mesmo os Nº. 7 e até alguns bolbilhos podem chegar a florir. Se não florirem, ficarão com tamanho adequado para a época seguinte. As flores dos bolbos menores serão também menores que o normal e por vezes muito delicadas, ainda mais bonitas para pequenos arranjos.

Bibliografia

William, E. Clark. “A long season of gladiolus blooms.” Horticulture May 1. 1929: 221.

Grande-cerejeira-branca, Prunus serrulata ‘Tai-haku’

Prunus serrulata 'Tai haku'

Prunus serrulata 'Tai haku'.
Detalhe da folha e a razão do nome “serrulata”.

Trata-se de uma árvore de porte médio com um hábito redondo, cuja principal característica são as suas inúmeras grandes flores brancas que a cobrem completamente na Primavera. Tai-haku significa “grandes flores brancas”, na verdade até 8cm de diâmetro, cerca do dobro do tamanho que as flores de cerejeira mais comuns.
No Outono, a folhagem torna-se bronze, com vários tons de laranja e vermelho, acrescentado mais um factor de interesse a esta adorável árvore.
Bem conhecida — até lendária —, no Japão através de registos históricos e gravuras, por algum motivo desapareceu no fim do século XVIII. Julgou-se perdida até que um exemplar foi descoberto por acaso em 1923 num jardim de Sussex, no Reino Unido. O dono mostrou ao capitão Collingwood Ingram (um especialista em cerejeiras japonesas) uma magnífica cerejeira com adoráveis flores brancas que Ingram não reconheceu, mas cortou ramos para a reproduzir que originaram plantas que foi passando a outros. Na sua seguinte viagem ao Japão, foi-lhe mostrado um livro de ilustrações botânicas do século XVIII onde reconheceu imediatamente a cerejeira de Sussex. Todas as cerejeiras Tai-haku, incluindo as existentes no seu país de origem, descendem deste exemplar.
Tem o Award of Garden Merit da RHS.

Cultivo

Não que seja estritamente necessário, mas como todas as cerejeiras, poda-se no Verão.

J F M A M J J A S O N D
Floração Floração Podar Podar Podar

Links de interesse

Sarah Raven sobre a Tai-Haku (The Telegraph)