Etiqueta: poda

Os cães não me deixam em paz com as covas constantes, o que além de bastante desanimador, me faz perder imenso tempo que não tenho e poderia utilizar em tarefas de verdadeira jardinagem.
O jardim teve de levar uma valente limpeza, entre ervas e podas para se poder passar nos caminhos. Também continuei a remover a camomila seca do quintal. Estou sem lugar para detritos, tenho de triturar mais e principalmente revirar a pilha principal de composto. Como está tudo ligado, implica arrumar a garagem, porque já nem consigo tirar o triturador. Ainda há muito mais para podar e cortar, designadamente uma das bétulas do Jardim Branco (neste caso, vou esperar pelo Inverno).

Podei os limoeiro do fundo do quintal, mas não tive tempo para queimar tudo (devido a pestilências várias, não trituro).

Podar a camélia

Camélia, Camellia japonica 'Pomponia portuense'
Camélia, Camellia japonica ‘Pomponia portuense’.

Esta apreciada ornamental deve ser podada no fim do Inverno ou início da Primavera, após a floração. Removem-se os ramos secos, doentes, fracos, cruzados com outros ou que retirem a harmonia geral da planta, tendo em atenção que o último gomo deve ter a orientação que se deseja. Por exemplo, não faz sentido cortar um ramo e deixar o gomo de onde brotará o crescimento da época, virado para dentro. O que se pretende é manter a camélia aberta à luz e ao ar.
Com excepção de uma poda drástica de rejuvenescimento de uma árvore antiga ou a poda de uma sebe, a poda deve ser leve, na minha opinião quase inexistente. A planta tem sempre melhor aparência quando está com um aspecto natural. Se o exemplar necessitar de uma poda drástica, é preferível prolongar essa tarefa por dois ou três anos.
Uma alternativa interessante à poda, é remover gomos indesejados antes de se começarem a desenvolver em novos ramos na Primavera. É uma acção preventiva.

Colheita

Cortei uma série de coisas que davam um aspecto negligenciado. Nas framboesas posso cortar algo todos os dias que tenho sempre mais, é bastante impressionante o nível de crescimento e o invasivo destas plantas — se a fruta não fosse tão deliciosa, não dava para ter disto. Cortei Artemisia absinto de forma relativamente radical, andava a evitar porque estão sempre cheias de afídios e são viveiros de joaninhas. Também limpei as abóboras e courgettes de folhas secas ou a secar, como sempre costuma acontecer, o míldio (julgo que é) também já apareceu. Continuei a retirar as rosas já em declínio. A pilha de composto cresce imenso, não estou a triturar nada, mas mesmo assim é preocupante porque ainda só tenho 1/4 do jardim (o quintal) a produzir detritos.
Continuo a colher um pouco de tudo.

Época das podas das fruteiras

De folhas caducas

A poda faz-se quando se encontrem despidas de folhas. Nas regiões frias e onde são frequentes os gelos e geadas, deve fazer-se mais tardiamente para que a cicatrização não fique prejudicada.

Laranjeira, Citrus × sinensis
Laranjeira, Citrus × sinensis ‘De Setúbal’.

De folhas persistentes

Faz-se depois da colheita dos frutos e antres do abrolhamento dos gomos. Devem ser feitas durante o período de repouso vegetativo. As podas tardias provocam muitas vezes a “chora” (“sangrar” de seiva). Não se deve podar com tempo de vento forte e frio, nem de geada.

Podas de Verão

Os citrinos podem ser podados nesta altura, quando não tivesse sido possível podas no curto intervalo de tempo que vai da colheita à nova floração.
As podas de Verão são podas em verde. Reduz-se quase sempre à supressão dos ramos ladrões (em Maio e Junho). Pode-se despontar alguns ramos e nas árvores conduzidas, podar um pouco para formação.

Manual do Podador 8ª. Edição. Porto: Quinzenário Agrícola “O Lavrador”, 1963.